segunda-feira, 23 de novembro de 2009

As vezes,

Às vezes uma lágrima é o que mais demora a secar
Às vezes ela seca antes de podermos pensar
Às vezes o amor parece ser a maior dor do mundo
Às vezes a gente parece não querer se recuperar
Às vezes o coração é completamente inatingível
Às vezes, por isso, você jura que nunca vai se deixar levar
Às vezes você acha que é escolha própria
Às vezes você não pode se impedir de olhar os outros e julgar
Às vezes ter certeza parece ser sua maior busca
Às vezes o meio termo parece bem se encaixar
Às vezes você é bom, é o som, é poeta
Às vezes o bom é ser cruel, e toda poesia se mostra incompleta
Às vezes quando mais se vê mais se lê maior se fica
Às vezes só se conclui que o ócio ocupa a vida
E que não há nada mais no que pensar
Às vezes é mesmo normal desistir de acreditar
Porque às vezes se perde o rumo, a fé, a crença, a bandeira
Não se sabe de onde é, no que acredita
E todo dia parece uma segunda-feira
Mas se entre às vezes, em todas as vezes você não conseguir parar de pensar
Esqueça conceitos de sonho, objetivo e frieza
É a isto que se resume a vida, na mutação, em não no mesmo acreditar.

Beijos, cuidem-se! @bella94

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Quanta

força é necessária para enfrentar o silêncio de uma voz? O que resta da dor quando as lágrimas não secam mais? O que vale o esforço e a mensagem de algo incalculável? Como saber quanto isto valerá? Quão verdade é a certeza de toda fé? E a pureza das boas intenções humanas? Quantas vezes o verdadeiro instinto de amor se mostra real? Quantas vezes isso se perdeu de forma banal?

Quanta confiança devemos depositar no que diz alguém? Como devo agir se hoje é cada um por si? Até onde vale valorizar minha determinação e ignorar a confiança dos outros? Até onde isso é fazer o oposto do que meus bons costumes diziam? Não sou eu quem ganho em me doar para os outros? O orgulho não é tão dispensável?

Até onde agir nos moldes da sociedade atual é contraditório em nossos discursos periódicos de moral e bons modos? Se Deus é justo, quem foi que fez o julgamento?

A hipocresia e a maldade se enraíza nos nossos corações por esta mesma sociedade que tanto fala, dita e diz. Da qual somos escravos. Não é preciso nega-la pois seria levantar a bandeira da mentira, antes conviver com isto. Antes aceitar isso. Fechamos os olhos pra corações como os nossos, nos protegemos e os ignoramos atrás de vidros, em cima de saltos e segurando celulares no ouvido. Ou pior: protegemos nossa frieza com uma barreira imensa de egoísmo que nos circunda. Mas que seja melhor assumir o quão desprezível somos, o quanto fraquejamos as vezes, o quanto deveríamos lembrar mais do amor. Porque isso JÁ nos enobrece, porque essa percepção já é amor. Porque a concepção de que somos assim é a verdade. E a verdade ao que leva? Talvez seja errado concluir que leva ao sorriso, a felicidade e a bondade. Com tantas coisas ruins que acontecem mesmo que se planta honestidade. Pois bem, a verdade ao que leva? Não sei. Se assim preferem. Mas eu sei aonde a mentira leva. A enraizar ainda mais os valores egocêntricos. E isto eu não quero. Por tantas vezes no sensibilizamos com um caso, com uma pessoa, quando existem milhares e milhões, quando somos diretamente responsáveis por eles. Mais uma vez: que aceitemos. Que não sintamos vergonha de ser hipócritas de derramar uma lágrima por aquilo. Que seja de crocodilo, mas que SEJA. Que haja o reconhecimento da nossa autodestruição. Feio mesmo é culpar os outros e não reconhecer o que é culpa do nosso “nobre e correto coração”.


Nem sempre os textos refletem nossas crenças e opiniões. Mas eu precisava escrever e vou voltar a cuidar disso aqui com mais frequência, acontece que um monte de coisa vai mudar pra mim e eu fico agoniada. Quero que o ano acabe logo. Quero encarar tudo logo, espero não tremer na base quando chegar mais perto. Depois conto tudo.


BjoBjo bebês!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

reativando?

Isso desativou involuntariamente. Primeiro que meu HD pifou, terei que comprar outro e estou morrendo de medo de perder meus dados, sobretudo meus textos. Morro de ciúmes deles. Aí trouxeram outro pc pra cá e eu praticamente não tive tempo de usar. O colégio tá corrido, vai ter um evento anual trabalhodo e eu não posso esquecer do enem e dois vestibulares seriados que vou fazer, um de Pernambuco e um da Paraíba. Além de tudo isso eu tenho que preencher formulários de inscrição para testes em escolas do Recife e eu nem sei onde eu vou estudar lá. Sequer se vou passar no teste de onde eu pretendo estudar. Falar tudo isso já me deixxa cansada, e viver o dia a dia assim não me permite escrever. Que pressão filha da mãe. Eu me sinto um lagarto em um tubinho fechado, sufocada, quando não posso escrever. E eu não sei escrever na pressa. Bosta!

Desculpas. Vejo vocês em breve! Cuidem-se.

ps.: Essa semana rolou um campeonato de vôlei nacional da minha cidade, conhecemos gente de todo o país, oooi sul! E foi demais :) Era infanto-juvenil. E eu já quero de novo. Lição: não importa o quão bizarra e chata é sua cidade, não desista, Deus existe.

p2.: eu sempre dou um jeito de postar no twitter...então @bella94

ps3.: até sem tempo eu escrevo muito. LOUCA!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

7 de setembro.

Esqueçam, esqueçam o fim da esperança, a vergonha, a lambança e a falta de educação. Esqueçam o que sentiram a cada erro, a cada decepção. Esqueçam o que deveria ser aprendido na escola, à desonestidade e á tudo o que pensaram ser verdade. Um pré-sal resolverá tudo, acabei de ouvir o presidente. Eu me esforcei pra entender, mas parece que as vezes ele esquece que aqui só 28% das pessoas sabem de forma plena, ler e escrever. E não, não estou louca, os dados são reais. Se talvez não entendam, é porque os números que governos tanto valorizam e esbanjam pra mim não são fatais. Façam suas próprias contas, entrevistem seus próprios cidadãos. Não precisa ser muito inteligente pra compreender a situação desta nação. Eu tenho mesmo motivos pra acreditar nisso? Não estou questionando a riqueza que descobrimos a milhares de km nas profundezas, não. Mas por que eu creditaria na promessa de que este dinheiro será bem guardado e investido no povo e que acompanharemos tudo de perto se isso nunca ocorreu?? Se riqueza natural pra nós nunca foi novidade, mas sempre abrimos mão da verdade, por uma propina, uma coisinha assim. Por isso, a gente joga tudo pra baixo do tapete, esquece árvore, e a #porratoda por interesse, financiamos indústrias tabagistas, foda-se o ar se algum dinheirinho vai entrar. Só pra fazer graça, eu aceito ser palhaça e acompanhar tudo, a cada vez. A cada declaração, definição sobre pra onde vai meu dinheiro, sobre quem será o freguês, dessa vez. Só pra fazer graça eu assisto ao pronunciamento, ouço tudo, perco meu tempo, pra saber como vai rolar dessa vez. Só pra fazer graça, pra mostrar que ainda to aqui, que é surreal mas sobrevivi, ao ataque sequenciado à alma da juventude. Porque se vocês acharam que não sobrou nenhum pra contar história, eu faço valer a glória, de quem antes, pela democracia lutou por mim. Só pra fazer graça e venço minha descrença, leio, escrevo, procuro na imprensa a cada falcatrua que fizerem. Só pra fazer graça, eu finjo que acredito, busco forças e grito, pra mostrar que ainda to aqui. Que posso, com esforço, deixar de lado, minha certeza sobre à pobreza na mente das crianças, a falta de fé e esperança que vejo a cada dia. Só pra fazer graça, posso aderir ao papo, de indie, trouxa, utópico barato, que vamos educar para prosperar. Só pra fazer graça, vou continuar a lutar.

Pra quem nunca vai ler, pra quem eu desisto de dar minha raiva e dou minha pena, pela ignorância tomada pela maldade, de quem, honestamente, acho que sequer sentem a consciência, da conseqüência, com veemência, do quanto fazem um povo sofrer. É claro que ninguém, sai ileso.

Que vocês tenham um ótimo aniversário da Independência do Brasil.

xoxo,
*Beliinha*