

Eu estava ouvindo algumas coisas sobre tráfico. Mais valores, dados, informações específicas. Eu ouvi 400 bilhões. Bilhões! Como sendo um valor movimentado pelo tráfico.
Eu acho que gente que fuma maconha e é trabalhador, não viciado, saudável, pai de família e tudo o que a sociedade considera ‘normal’ não é responsável por 400 bilhões em movimentação financeira.
Quando a gente fala em legalização da maconha e etc a minha impressão é que a gente fala querendo resolver um grão de areia numa tempestade de areia. Ou em outras palavras um, dentre tantos bilhões.
Quantas vidas cabem em 400 bilhões ? Quantos vícios e quanta destruição ? Quantos tipos diferentes de droga ? O quão devastador é o poder que 400 bilhões tem trabalhando pelo perigo do vício ? Do comprometimento da saúde, da saúde mental.
Adivinhem, eu voltei à questão para a qual curiosamente sempre volto quando penso em problemas grandes nesse país: educação.
Legalizar acabaria com o tráfico ? Não. O buraco é mais embaixo. Seria droga a 5 reais pra quem pode comprar e o tráfico vendendo a um real. Os pobres garantiriam a vida (e soberania) do tráfico.
A maconha é tratada como uma droga leve, nada do que dizem sobre influenciar alguém a usar outras drogas. Concordo.
Mas legalizar daria discernimento a quem é pobre, sem educação e sem oportunidade pra pensar em que droga é mais ou menos perigosa ?
Os motivos que levam as pessoas a se drogarem são diferentes. Tão diferentes quanto suas oportunidades e contas bancárias. Tão diferentes quanto suas classes, aqui no Brasil.
Pensar em legalizar e ver que supervalorizamos o poder positivo que teria essa legalização. Voltamos ao que tanto é desagradável: gente sem educação e a menor perspectiva. Papo de gente de esquerda, maconheiro ou o que você queira dizer. Mas a gente tem que engolir o que é coerente, o que ta debaixo do nosso nariz. Caso contrário o babaca é aquele que insiste em se mostrar ignorante. Mas o assunto desse texto não é legalização, caso fosse eu poderia citar N questões sobre isso, argumentos e estudos.
É sobre o fato de discutir legalização, UPPs, mais ações policiais e ver que no fim das contas nenhum desses é o cerne da questão. São reparos, remendos. E ainda discutimos se esses REMENDOS são eficazes. O buraco é tão mais embaixo. Está tão distante de uma favela e tão mais perto da sua consciência, de quem você vota, de como enxerga educação e questões fundamentais na sociedade. E de repente, toda a discussão sobre legalizar, pacificar (...) parece pequena, incoerente...e os FATOS gritam na nossa cabeça: ei, você ta olhando pro lugar errado. Não discutimos o preconceito de algum trabalhador que fuma seiláoque ocasionalmente. Estamos falando majoritariamente de drogas pesadas que destroem gente. E vai perguntar a essa gente se elas gostam dessa situação. Vai perguntar se ela sabe do que elas gostam, pelo que lutam, por que estão naquela situação. A maior covardia que podemos cometer é privar alguémm de se educar basicamente, é tapar seus olhos e roubar de pessoas o direito, a possibilidade de ter discernimentos, desejos.
Isso é uma questão HUMANA, é coisa de ser HUMANO ver o quão mal essas coisas fazem a gente igual a gente. E é DEVER de hu-ma-no se preocupar e não se omitir politicamente. Qual a diferença moral entre alguém ser visto como ruim ou ser omisso politicamente\ A famosa frase: “o problema de quem não gosta de política é que vai ser sempre determinado por gente que gosta.” Faz todo sentido aqui. Se tu não gostar, vai ter outro que gosta E MUITO, por ele e por você.
Uma vez eu li Cristovam Buarque dizer uma verdade assustadora: alguns dos filhos dessa sociedade estão a beira de instalar chips no cérebro, enquanto outros (...)
Tem gente que não sabe ler um texto. E em breve esses dois diferentes tipos de filhos do país não vão se reconhecer. Vão ser, como interpretei do texto de Cristovam, incapazes de se comunicar!
De alguém que sabe que esse assunto não tem fim,
Eu tenho 16 anos, não sou cientista política, nunca pisei numa favela e segundo meu pai não sei muito da vida. Meu objetivo não é nenhum a não ser transmitir minha opinião e quem sabe encontrar alguém com a mesma, ou diferente, ou fazer pensar. Dessas coisas que só texto faz.
A quem rema contra a maré, como disse uma professora nesse segundo no profissão repórter, a quem pode fazer esse país funcionar e ser responsável por dar a capacidade de discernir às pessoas.
Obs.: só uma coisa : de todos os meus amigos nenhum discute política, nem assim como eu, com medo de errar e falar bobagem. E a gente ta no grupo 1 de filhos do Brasil: os agraciados com a educação, o poder de discernir e etc. Imagina quem ta do outro lado da linha.
1 comentários:
pqp belinhaa, mtmtmt fera tua tese! marquemos para discutir um pouco de política ok?!
Postar um comentário