segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

bailes baladas e açougues

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Ontem, mais um dos vários dias em que adio minha mudança, fui a uma festa aqui no interior. Tradicional, de rua e bla bla bla. Chego lá e de boas-vindas nem consigo entrar por onde eu queria, porque estava simplesmente impossível e eu não queria derreter (na melhor das opções, a pior era morrer sem ar). Antes de passar, ao menos, 10 minutos lá. Tive que ir por outra rua. Andei, andei, ouvi “música’, ouvi...Vi pessoas conhecidas. E se não fosse por meu esforço e por gostar dos meus amigos que estavam perto poderia facilmente concluir: Que raios estou fazendo aqui? Eu não vou dançar (forró, er) com ninguém que me pedir, eu não estou superanimada, eu não estou nem um pouco a fim de ir pra frente daquele palco tentar me matar, meu espaço é limitado. Mas ok, resisti. Entre empurrõezinhos e olhares ao seu redor, sobrevivi. Depois decidimos sentar, e como parte das pessoas já não estava tão animada decidi ir a uma festa de clube, sabe dessas que não tem há muito tempo e seus pais ficam felizes que voltou a ter? Que os pais das suas amigas estão lá enquanto você ferra seu pé no calçamento da “animada” festa da rua? Pois é. Até queria saber se minhas irmãs tinham se cansado da outra festa, mas elas não foram. Entrei, e não deixei de ver uma festa...abafado, gente no dancing, som alto. Mas de uma maneira tão diferente, DECENTE eu diria, que parecia o paraíso perto do local anterior, onde eu estava. Baile com orquestra sabe? Onde tocam old rock, tim maia, forró e musiquinhas atuais de letras inferiores...onde tocam de tudo. Onde não precisam de uma multidão na frente deles nem mil pessoas se pegando pra dizer que ‘a festa bombou’. Onde geralmente você vê um casal de tiozinhos felizes como se tivessem 15 anos dançando: “eu perguntava do ya wanna dance e te abraçava do ya wanna dance”...Por que eu narrei tudo isso? Porque eu vi como me senti tão melhor ali. Como são inúmeras as vezes em que tenho que me esforçar pra ir a uma tal festa que no fundo nem é tão legal, mas como prefiro aquele tipo de festa. Festa de velho e tipo antigo, se querem saber. Não precisa de banda famosa, ou de DJ. Mas o som agrada a quem está lá, acredite. Porque, honestamente, o que eu enxerguei na outra festa ontem, foram menininhos que precisam estar num ambiente onde as leis são bebida e mulher, e necessitam se esfregar nelas de tão apertado que está, para que possam conhece-las. Conhece-las, por sinal, é agarra-las e no dia seguinte não lembrar do seu nome, porque ela virou estatística. De quantas ele pegou. Ok, se ele se sente bem por isso. E não sou contra essas coisas, vivo em 2010, sei o que é uma festa e também não as deixo de freqüentar, Minha objeção é em relação àqueles que tratam essas festas com superioridade, como se naquela festa, sem gente caindo bêbada e desconhecidos se esfregando, não houvesse diversão. Eu sei, antigamente também havia álcool e adolescentes grávidas. Mas não entendo, ao menos pro meu gosto, a necessidade de dizer que uma festa só funciona com muita gente e desconhecida. Nesse esquema que eu expliquei. Porque pra mim tudo isso virou motivo, saída, cano de escape pra INCOMPETÊNCIA. Incompetência de quem precisa passar grudado em uma mulher para conquistá-la. E de quem precisa encher a cara pra falar alguma coisa com ela. INCOMPETÊNCIA de quem não consegue freqüentar outro tipo de festa, porque não sabe gastar minutos trocando olhares, nem pode conversar demais. Dançar? Em certo tipo de festa se for forró. Faz parte do ciclo e quem se acha o predador, ou bate-estaca, se for em uma boate. Nada contra, repito, mas pra que não encara isso por mim, não encaro empurra-empurra em “festas cool” por ele. Se é disso que depende a vida amorosa de alguém, pretendo ficar solteira por muito tempo, não estou caçando nada, muito menos sou caça. Freqüentando feliz da vida toda festa de velho que tiver. Nasci na época errada. Não quero ser uma carne a ser julgada como filé ou osso, sob olhares de quem já não pode mais dirigir de tanto que bebeu. Balada, ou como chamam qualquer festa, hoje em dia, é a recriação de um açougue. Fico com os bailes, bailinhos, ou como queiram chamar. Nasci velha, sou antiquada.

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xoxo,
Bella :)

3 comentários:

thais c. disse...

Nasci velha, sou antiquada +1
pqp, me vi no seu post IDSOIDOASIDOASD fataço.
eu nem vou em festas pq cara, nem tem graça. é musica q eu não gosto, é gente se esfregando um no outro, é... ah, sei lá, é horrivel !
como eu queria ter nascido nos anos 70, por ai... *-*

bjos;*

Talita disse...

Nasci velha, sou antiquada +2
todo mundo me chama de velha, mas ou como você não gosto de festas assim, se eu for não vou me divertir, então pra que ir?

beijos

Lilah Poynter disse...

Nasci velha, sou antiquada +3
O que eu posso dizer? Todo mundo vive me puxando pra essas festas, mas não é a minha cara... hohoho
x*