Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa. (João G. Rosa)
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O livro que estou lendo se chama ‘como fazer inimigos e alienar ‘, escrito por um jornalista britânico que foi trabalhar em NY. Ele mostra toda a estrutura por trás do glamour, não de um jeito ‘isto chama-se bastidores’ mas de um jeito: como eles são nojentos, como vc sabe disso e como ignora. O que vai de analisar que tendências de moda e o que está ‘vindo como tendência simplesmente n existe’ até...todo famoso tem assessor/divulgador, jornalistas se vendem as vontades dos divulgadores, escrevendo e babando o famoso como bem querem porque o jornalista quer render e escrever na revista. E Toby, personagem narrador e quem de fato escreveu o livro, vive este universo e o conta de modo fiel, que chega ate a ser engraçado. Ele é simplesmente seu chefe. Consegue imaginar? Uma pessoa que trabalha numa grande revista, escreve boas críticas e em troca disso recebe produtos luxuosos das ‘boas marcas’ O editor. O que põe a revista para funcionar. Foi tão pequeno e revoltado quanto Toby, TEVE uma revista como a de Toby (ele coordenava uma revista que falava de famosos mas se opondo a eles, com críticas amargas) mas como ele mesmo disse agora estava na lista. Foi corrompido, sim, mas o quão ruim é isto e quanto você pode julgar? Toby era inteligente e sabia de tudo o que se passava. Mas esteve exatamente no meio disso, foi contagiado pelo glamour da Vanity Fair no entando queria escrever como ele mesmo, achava ridículo o tipo de matérias que faziam, sabia que ‘o que ia bombar’ não ia bombar porque quem escreveu aquilo era um jornalista de moda renomado que pode prever isso e sim porque ele ESCOLHEU que vai bombar. E o que acontece de importante só acontece de fato porque foi noticiado. Assim ele acabada sendo podre na revista, fazendo besteiras. De modo que seu chefe o desilude em uma simples declaração, falando que se ele era como ele, se lee escrevia como ele era porque era diferente, que esse tipo de gente que faz essas críticas aos famosos as faz porque esta distante deles. Isto é você fala o quão fútil ele são naquelas festas porque você não é convidado para as festas. Então acorde: VC ESTÁ NA LISTA AGORA. Como se ser corrompido fosse normal, ou julgando melhor...fosse o que ele queria, ora bolas. Mas de fato ele queria? Não julgando por um lado duro* mas analisando e concluindo do quão algumas coisas nos encantam e isto não deve ser encarado como mal, todos caem nessa alguma horaa afinal. E foi assim que um livro que parecia meio fútil me rendeu bons aprendizados, eu juro, que eu nunca vi em livro didático, ou colunista famoso nenhum, descrever o sistema meritocrático americano tão bem. Aliás, o Falso sistema meritocrático que a terra da democracia insiste em ostentar. O livro trata ironias às gírias de NY (dos jornalistas) como: where the things is. A ‘coisa’ esta la porque eles a puseram la. Fazendo um paralelo absolutamente diferente, É BOM ESTAR LÚCIDO O BASTANTE AS VEZES...PARA LEMBRAR QUE VC PODE SER FORTE E POR A ‘COISA’ ONDE QUISER. O livro me ensinou que o sistema meritocrático não funciona exatamente como parece, Os EUA não são terra livre e todos tem chance de chegar aonde querem, por seu próprio esforço, só dependendo isso. Se fosse, seria bom, muito bom. Quebrando os tabus, se opondo às sociedades europeias em que havia peso familiar havia aristocracia. Mas não é. Hipocresia dizer que um assistente editorial das grandes revistas americanas não teria mais chance de subir de cargo se fosse filha de Carolina Herrera. O que de fato acontece. Assim, as pessoas de NY, o berço e foco principal da meritocracia, julgam você pelo seu status social, da forma como é medido lá. E se você não anda bem de emprego é um loser. A meritocracia deste modo, é só uma desculpa para promover a exclusão social se você não é bem-sucedido, depositando única e exclusivamente em você a responsabilidade do seu fracasso. O filme Um louco apaixonad (título em português, pois o título em inglês e conserva)é baseado nesta história.